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Festival de música Nativista realizado anualmente no último final de semana do mês de maio em Palmeira das Missões – RS.
A idéia de criação do Festival surgiu no Congresso Tradicionalista realizado no Parque Municipal de Exposições, em janeiro de 1986. O evento foi efetivamente criado na gestão do então Prefeito Lourenço Ardenghi Filho, em 1986, cuja 1ª Edição realizou-se no mês de maio daquele ano. O Secretário de Cultura, Desporto e Turismo daquela época, também idealizador do Carijo era o Senhor Hermes Garcia dos Santos. O Patrono permanente do Festival, o historiador e escritor Professor Mozart Pereira Soares, que sugeriu o nome “Carijo”. O Primeiro Presidente foi o Senhor Wilmar Winck de Souza. A organização do Festival é da Prefeitura Municipal de Palmeira das Missões, através da Secretaria de Cultura Desporto e Turismo. Este ano será realizado a 21ª Edição do Festival.
O festival tem duas fases: local e geral.
PORQUE CARIJO?
Este é o sistema mais antigo de produção da erva mate. É um jirau de varas toscas, horizontal ou em forma de cumeeira rasa, a um metro e meio ou pouco mais do solo, onde se colocam os feixes de erva-mate, já sapecados, para a secagem ao calor direto do braseiro que arde embaixo de toda extensão coberta. A distribuição do calor obriga as “rondas” do carijó a passarem as noites em vigilância emparelhando o braseiro com o auxílio de guampas d`água, atiradas de quando em quando sobre as labaredas mais altas.
O beneficiamento da erva-mate compõe-se de corte, sapeco, secagem, cancheio, soque e acondicionamento. Todas essas operações podem ser individuais menos a secagem no carijo, que é operação coletiva, espécie de ritual festivo.
Durante três noites completas, favorecem os causos, os desafios e até os romances.
Existem outros sistemas de produção de erva-mate que são:
Barbaquá – espécie de duto, com cerca de 10 a 15 metros de extensão que conduz o calor do fogo para a secagem dos feixes da erva mate.
Sistema Industrial – mais utilizado atualmente.
Além da premiação em dinheiro, são entregues troféus talhados em madeira. São confeccionados desde a primeira edição pelo artista Júlio Cezar da Rosa, de Sapucaia do Sul.
Os troféus são assim denominados:
Pé-No-Chão – referência ao batalhão de palmeirenses que foram lutar em São Paulo na revolução de 1932.
Tarefeiro;
Erva-Mate;
Chimarrão;
Mozart Pereira Soares;
Cevadura;
Carijo;
Cancheador,
Sapecador;
Soque de Erva-Mate;
Jorge Doroci Soares;
Xirú Paulino;
Matheus Bitencourt;
Alvorino Carvalho. O Festival Carijo da Canção Gaúcha propiciou a reafirmação da identidade do município de Palmeira das Missões no Rio Grande do Sul e no Brasil, como a TERRA DO CARIJO DA CANÇÃO GAÚCHA.
Nesta 21ª Edição o Presidente de honra do festival é o Prefeito Municipal Celso Augustinho Valduga. Tendo como Presidente da Comissão Organizadora da 21ª Edição o Secretário de Cultura Desporto e Turismo Senhor Lair Antônio Vieira. No ano de 2004, o Carijo foi agraciado com o Troféu Cultura Gaúcha, reconhecido pela Secretaria de Estado da Cultura, em nome do Governo do Rio Grande do Sul, como um dos maiores eventos culturais do gênero. O Festival foi indicado à premiação como representante da AMZOP – Associação dos Municípios da Produção. Em 2005, o Festival tornou-se, Patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul através da Lei Estadual nº 12.282/05.
OBJETIVOS DO FESTIVAL
Incentivar a criatividade artística de compositores e intérpretes de canções com letras e músicas ligadas a temática tradicionalista do Rio Grande do Sul;
Favorecer a revelação de novos talentos e facilitar a difusão de suas realizações artísticas;
Promover a integração sadia entre artistas, grupos ou conjuntos, poetas, compositores e intérpretes dedicados ao culto da autêntica música gaúcha.
Valorizar os ritmos tradicionalistas do Rio Grande do Sul, de modo a poder integrá-los ao conjunto da cultura musical do Brasil;
Premiar e difundir as composições destacadas no evento;
Incentivar o turismo e promover o Município de Palmeira das Missões.
O título “Carijo”, além de expressivo é muito feliz para Palmeira das Missões, que é filha da erva-mate. Ela começou no século XIX, como “Vilinha do Erval”, um rancherio de capim, localizado na mesma coxilha onde se realiza o Festival, em que as caravanas vindas de Cruz Alta se abasteciam do “ouro verde das matas”, a primeira das riquezas que os jesuítas nos legaram.
Tal era a quantidade, e principalmente a qualidade da “ilex paraguariensis” aqui existente, que o primeiro acampamento cresceu tanto, que em breve passou a Sede de um Distrito, com cerca de quinze mil quilômetros quadrados, entre Santa Bárbara do Sul e Irai, por um lado, e Passo Fundo e Santo Ângelo, por outro.
O retorno financeiro para o município com a realização do Festival, se reflete na forma de lotação de hotéis, aumento da venda de combustíveis nos postos, vendas em supermercados, lojas de souvenirs e de indumentária gauchesca.
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